toda noite tem estrela
mas nem toda noite brilha.
toda noite tem lua
mas tem noite que ela mingua.
a gente só vê um pedaço do céu
e só vê de um lado
mas acha ele bonito assim mesmo.
a gente só conhece uma parte
e só entende um pedaço
mas se apaixona mesmo assim.
a gente só vê a chuva cair
e só acha que ela cai
mas se encanta mais quando ela volta e ameniza.
a gente só conhece uma parte
e só entende um pedaço
mas acha o amor mesmo assim.


outubro 27, 2010 às 11:25 pm
“A poesia, sempre em busca de novas formas para o desconhecido, e a ciência, que freqüentemente se escora na linguagem matemática, possuem a mesma urgência em tentar decifrar o que não tem significado fixo e ainda não se pode alcançar.”…
…”Ciência e poesia pertencem à mesma busca imaginativa, embora ligadas a domínios diferentes de conhecimento e valor. A visão poética cresce da intuição criativa, da experiência humana singular e do conhecimento do poeta. A ciência gira em torno do fazer concreto, da construção de imagens comuns, da experiência compartilhada e da edificação do conhecimento coletivo sobre o entorno material. As aproximações entre ciência e poesia revelam-se maravilhosas, dentro de um mesmo sentimento do mundo”…
Murilo Mendes: Janelas para o caos