criança é esperança? – pergunto pra ele.
os adultos não deviam ser a única esperança delas? – ele responde perguntando.
e assim começa mais uma das nossas conversas paralelas…
- as crianças acham que os adultos são a esperança e os adultos acham que elas são a esperança de futuro.
- e o presente, como fica?
- tem ficado sozinho…
- vamos fazer um carinho nele? será que ele é atraente e cabeça aberta?
- acho que ele sim, pode ser tudo
- vamos pensar mais nele do que naquele tolo do futuro e no chato do passado?
- podemos tentar.
- e se a gente se apaixonar e querer viver só por e para ele?
- acho que ele vai finalmente nos apresentar aos pais: o amor e a vida
- e a gente lhe apresenta o sogro: o tempo.
- será que ele agüenta?
- não dá pra ignorá-lo…só pra ser amigo dele…
- presente é um cara bacana, mas o tempo é cruel.
- que o presente se faça presente!
- essa conversa não é uma homenagem a ele?
- é muito pequena para ser uma homenagem.
- poderia ser se a gente a publicasse. que tal?
- o cara merece
.:.escrito por Stefânia Masotti e Douglas Lisboa.:.

